Sou um papel em branco.
Amassado, um pouco gasto,
apagado.
Mas em branco...
Continuo a espera de alguém,
Que possa me preencher,
Me aceitando do jeito que a
vida me deixou...
Já fui escrito várias e
várias vezes,
Mas cismaram em me apagar,
Deixando marcas, que não sei
se vão sair,
Mas não passam de marcas
passadas,
E continuo em branco.
Na verdade, acho que todos
somos papéis.
Uns, preenchidos;
Outros, rasgados;
Alguns sendo escritos,
E vários como eu.
Um papel em branco,
Amassado, um pouco gasto,
apagado.
Mas podemos nos preencher,
Reescrevendo em nós, a cada
dia,
Um novo sentimento, uma nova
história,
Um novo amor, uma nova
vitória.
Nos tornando, juntos, um
livro.
E preenchendo mais e mais
papéis em branco,
Pois nada sou, além de um
papel.
Um papel em branco.
Pamella Marietto
19/09/16

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